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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

56.ª sessão da Comissão sobre o Estatuto das Mulheres

Decorre esta semana a 56.ª sessão da Comissão sobre o Estatuto das Mulheres (CSW, sigla em inglês), na ONU, em Nova Iorque.

O tema desta sessão é "Empowerment das mulheres em meio rural e o seu papel na erradicação da pobreza e da fome e os desafios atuais do desenvolvimento". Este tema tem como ponto de partida as questões de violação dos direitos humanos, com especial incidência nas mulheres e crianças que sofrem em zonas de guerra.
Tal como Nancy Kaufman afirma no seu blog, a fome que atinge as mulheres e crianças deve-se à política e não a uma falta absoluta de alimentos. A distribuição destes é desigual. Mais preocupante ainda é a situação em que mulheres e crianças foram vítimas de violação, abuso e escravidão sexual durante e após conflitos. Tal como Kaufman diz, "as mulheres não são apenas os espectadores afectados na guerra, eles são muitas vezes o alvo" e são poucos os recursos governamentais dedicados a combater este flagelo.
Esta sessão da comissão vai contar também com a Secretária de Estado da Igualdade, Teresa Morais, que vai falar sobre a situação das mulheres em Portugal, frisando especialmente o acesso a lugares de decisão, onde afirma que politicamente houve uma evolução positiva, mas que o resultado é "francamente negativo" quando se fala da economia.

Esta é uma sessão é algo que acontece anualmente e vamos esperar que dela saiam novas medidas e novas ideias para combater as desigualdades de género e a violência contra as mulheres.

Fontes: http://www.huffingtonpost.com/nancy-kaufman/commission-on-the-status-of-women_b_1300262.html (29/02/2012) e DN, 25/02/2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Violação coletiva alerta para violência contra mulheres

Uma recente violação coletiva de uma camponesa decretada por um chefe de uma aldeia, como castigo por quebrar um tabu, tem agitado Moçambique. Enquanto alguns denunciam a violência contra as mulheres,outros defendem a "tradição" na tentativa de justificar a agressão.
A vítima, de 35 anos e mãe de cinco filhos, é acusada de ter atravessado uma terra sagrada interdita às mulheres, no dia de uma cerimónia de iniciação para adolescentes. O chefe da aldeia decidiu puni-la: ordenou que 17 jovens a violassem.
Quatro desses jovens foram presos, mas a data do julgamento ainda não foi marcada.
O caso que ocorreu em dezembro passado no norte do país, tem provocado um debate acalorado sobre o estatuto das mulheres em Moçambique geralmente elogiado por ter promovido a igualdade entre géneros na política.
O anterior primeiro-ministro era uma mulher, enquanto o Parlamento tem uma presidente e 39% são deputadas. Mas é apenas um fachada porque as mulheres moçambicanas são muitas vezes vítimas de violência, acusa o ativista Gilberto Macuacua.
Em janeiro, um homem cortou o braço à sua mulher com um machado quando ela o acusou de a trair com a sua prima. Esta história aconteceu no centro do país. No ano passado, um outro homem penetrou a vagina da sua mulher com uma baioneta e depois costurou-a.
"Os homens ainda não estão preparados para verem as mulheres como pessoas com os mesmos direitos",afirmou Macuacua. "Há pouco ou nenhum conhecimento dos direitos humanos,ainda mais dos direitos das mulheres".
DN online, 09/02/2012

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Gabinete de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica

O gabinete de Apoio a Vitímas de Violência Doméstica que a Coolabora - Consultoria e Intervenção Social abriu no passado dia 28 de Maio atingiu em Novembro os 100 atendimentos, que confirma a importância deste serviço.

O gabinete funciona nas instalações da CooLabora, na Quinta das Rosas e disponibiliza de forma gratuita e confidencial serviços de encaminhamento social, apoio psicológico e informação jurídica.

Está aberto às segundas, terças, quintas e sextas-feiras das 11h30 às 14h00 e das 15h00 às 19.30, podendo ainda ser solicitado atendimento noutro horário.

O Gabinete pode ser contactado através dos números 275335427, 96303300 ou pelo e-mail apoiovitimacoolabora@gmail.com

Gabinete de Apoio Psicológico e Empreendedorismo Social

Os serviços de Acção Social da Universidade da Beira Interior abriu no dia 24 Novembro o Gabinete de Apoio Psicológico e Empreendedorismo Social.
Esta iniciativa tem como objectivo promover a saúde mental, através da oferta de serviços de apoio psicológico e de programas de envolvimento psicossocial, garantindo o respeito pela diversidade humana e pela confifencialidade de serviços prestados.

Destinatários:
Comunidade académica (estudantes, funcionários e docentes da UBI)

Marcações:
275327507
gapes.sasubi@ubi.pt

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Violência contra as mulheres


A violência física, sexual e psicológica contra a mulher de todas as idades e de todas as classes sociais é um dos mais persistentes comportamentos machistas. Este comportamento reproduz-se entre os jovens que os vivenciam na própria família e com a ajuda dos média que enfatizam e reforçam constantemente as acções violentas contra a mulher (puublicidade, novelas, filems, etc.).
Independentemente dos avanços económicos e culturais a violência contra a mulher aumenta e nenhuma sociedade actual escapa à violência de género. Não importa se é um marido, um companheiro, namorado ou "ex": todos eles se sentem no direito de continuar a controlar aquelas que consideram "suas" mulheres. É a propriedade do corpo, o controlo da sexualidade da mulher que é exigida e se ela se nega acambam com a sua "rebeldia".
Em Portugal, no ano de 2009, registaram-se 29 mortes e 28 tentativas de homicídios em amebiente doméstico. E desde 2004, contamos já com 208 homicídios e 243 tentativas de homicídio...
Enquanto a igualdade de género não for uma realidade, a violência no namoro, a violência doméstica, a violência que estão a sofrer N de mulheres enquanto lê este post, não acabará.
A meu ver, se queremos evitar que "a próxima vítima seja a nossa filha" devemos seguir este caminho.